Novo final para o conto “O vagabundo na esplanada”, de Vergílio Ferreira

Um rapaz aproximou-se. Tratava-se do empregado de serviço e, como não desejava conflitos com a gerência, decidira expulsar aquele vagabundo que importunava os restantes ocupantes.

Quando alcançou a mesa, convidou delicadamente o homem a sair, pelo que o vagabundo disse:

– O senhor gosta de apostas?

– Por acaso sim… Mas qual o motivo da sua pergunta?

– Estava a pensar que…

– Diga lá!

– Que poderíamos apostar quem de nós os dois conseguiria obter um elogio daquela senhora ali. – disse, apontando para uma esbelta mulher que trazia um vestido escarlate sobre uma pele morena e luminosa.

– E o que ganharíamos com isso? – questionou entre gargalhadas.

– Bem, se eu ganhar, o senhor deixa-me cá ficar, pois, apesar de distraído, sei qual foi a sua intenção de cá vir… Se o senhor vencer, terá o prazer de ser elogiado, o que nos dias que correm é recompensa suficiente.

O empregado era um jovem atlético de cabelos louros e boas maneiras. Foi fácil ponderar e decidir aceitar a aposta. Qual foi a sua surpresa ao aperceber-se que a mulher não lhe ligava e que simplesmente o ignorou.

Ao chegar à mesa para explicar o sucedido, o vagabundo já tinha ido embora e deixara um bilhete com a seguinte mensagem:

«As aparências iludem, mas afinal de contas a minha sobrinha sempre soube tomar boas decisões!»

Ana Carolina Lemos

10º 08

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