Felicidade

Quando vejo os olhos azuis do universo, sinto-me no nirvana. Voando junto aos espíritos dos meus antepassados, na segurança da coruja. O amor que salta de alegria, tocando a cara dos deuses e matando-os, queimando-os no fogo, ficando apenas o cheiro das brasas, enquanto o meu avô desfruta de uma cerveja espumante. Só assim se sente a liberdade, só desta forma sou eu, mesmo quando não sei quem na realidade sou. É por isso que pego numa caneta e papel, para tirar os demónios que em mim estão, que me fazem forte. Só assim sou feliz, sou assim: sinto-me livre.

Leonardo Acosta (12º40)

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A felicidade é o azul de uma noite sem nuvens, com estrelas a brilhar na lua cheia. É ler o meu livro preferido, sentada com os pés em cima do sofá, numa tarde de chuva. É a lasanha caseira da minha mãe, feita num domingo de verão, com amor, felicidade e paz. É o cheiro da terra molhada, numa noite de inverno, numa noite de dezembro, com os familiares ao lado. É a memória daquela viagem a “Los Rogues”. É estar com as pessoas que adoro. Sem a tristeza, não é possível descrever a minha felicidade.

Aliuska Aranguren (10º47)

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O azul deslumbrante do mar e do céu faz-me sentir alegria por poder estar com vida e olhar o mundo, conhecer lugares como Paris, onde está a Torre Eiffel. Mas também poder cheirar as flores na primavera, o cheiro de um bolo no forno, que me faz lembrar o meu lar e a minha família. A comida, como tequeñas, faz-me sentir feliz. Poder falar com os meus amigos de todo o mundo faz-me agradecer a tecnologia e a alegria de ser feliz.

Laura Gonçalves (10º2)

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Palavras da nossa vida numa folha, numa mistura de sentimentos, flores e sabores. A vida é felicidade, amor, tristeza. É sacrifício, é ver um sorriso numa criança, é a cor que revela o amor que mora nas pessoas. É o microfone que, ao cantar, bate no meu coração. É a história humilde de um príncipe, rei do universo, que não nasceu num castelo, como nas histórias de fadas. A felicidade é saborear sushi, mesmo estando aqui. É o cheiro do chocolate que entra pelo corpo e alimenta o coração. É cantar para ser o sorriso e as lágrimas de quem ouve. A felicidade é o amor e o amor é tudo!

Natasha Rojas (11º40)

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A felicidade para mim é o momento em que cumprimento e estou com uma pessoa e posso cheirar o perfume que a identifica. É comer lasanha, piza ou hambúrguer, onde o queijo esteja muito derretido. É ver todas as imagens que tenho no meu telemóvel. É exprimir os meus desejos no caderno ou no computador.

Cristian Figueira (11º45)

Alunos de PLNM

 

O quadro “Separação”, de Edward Munch, um pintor norueguês, foi publicado em 1896.

Os aspetos mais significativos deste lindíssimo quadro são: o tristonho rapaz, que toca no coração com a mão direita a rapariga loira, com um elegante vestido branco, que caminha ao longo do oceano, olhando o horizonte, a paisagem verdejante, o azulado céu e, finalmente, a árvore onde o rapaz se encosta levemente. As cores predominantes são: o branco, o preto, o vermelho, o verde e o azul.

Este quadro transmite-nos a ideia de sofrimento, de dor, de perda da pessoa amada. O rapaz sente-se infeliz, pois o seu coração pertence a outra pessoa. O seu amor não acaba como este quer visto que a lindíssima rapariga traça o seu caminho e não permite que nada a impeça de continuar. Atrás desta, já existe uma história marcada pela linha que limita o contacto da relva com o oceano. A fogueira acesa simboliza a paixão, mas, também, o presságio de que este pobre rapaz terá um fim trágico. O vermelho poderá significar isso mesmo, a tragédia causada pelo amor incapaz de distinguir o certo do errado, o amor incapaz de fazer escolhas conscientemente. O branco simboliza a liberdade que se apodera da rapariga, enquanto o rapaz apenas se rodeia de obscuridade. O verde e o azul poderão querer dar uma segunda oportunidade a este casal, transmitindo a luz ao fim do túnel, a esperança e a tranquilidade oferecidas pela natureza.

Na obra Os Maias, o amor também limita o rumo de algumas personagens como é o exemplo de Pedro e Maria Monforte. Esta, após uma relação fruto do desaprovamento de Afonso da Maia, foge com Maria Eduarda e abandona Pedro, que é fraco tanto psicologicamente como fisicamente e acaba por se suicidar. Maria não deixou de caminhar, e Pedro não passou de um marco na sua história.

O quadro transporta-nos para uma dimensão estética que visa a satisfação e o prazer do belo. Faz-nos refletir acerca da influência que o amor tem na nossa vida e o quanto isso poderá afetar-nos.

Andreia de Sousa (11º9)

Docente| Paula Barradas

 

Edward Munch

O quadro de Edward Munch “Separação” foi pintado em 1896. Edward Munch foi um pintor norueguês que criava obras no estilo do expressionismo.

No primeiro plano, conseguimos ver um homem vestido de preto com a mão junto ao coração, de onde escorre sangue. À sua frente, está um arbusto a arder. No segundo plano, há uma mulher alta com um vestido branco que parece ser infinito, visto que se arrasta em profundidade. O terceiro plano é o que rodeia estas duas figuras: verificamos a existência de uma praia longa e, ao mesmo tempo, de vegetação. Para além disso, conseguimos ver que o céu está sombrio.

A mensagem que a obra me passa é, como comprova o título, uma separação entre um homem e uma mulher. O homem parece estar completamente melancólico, destroçado e quase sem vida, pois a mão dele está a tocar no lado esquerdo do peito (onde está o coração). Por outro lado, a mulher parece mais leve e despreocupada com a situação, devido à sua elegância e calma. O mar, do lado direito, e a praia contrastam com a floresta e o céu escuros e o fogo que está a queimar o arbusto. Com esta observação, considero que a mulher está num processo de mudança de ambiente e  sentimentos, ao deixar o seu ex-amado.

O verde-escuro das árvores, o preto, o cinzento do céu e o vermelho do fogo e do sangue representam a tragédia e a morte. Contrastando, o azul e o branco presentes no lado direito da obra representam a paz e a liberdade.

Esta imagem tem uma função estética, pois visa a satisfação do prazer através do belo.

Podemos relacionar esta obra com a obra Os Maias visto que as personagens Pedro da Maia e Maria Monforte tiveram uma separação que culminou numa tragédia: a morte de Pedro.

Concluindo, esta obra mostra perfeitamente o contraste entre a dor e a calma sentidas pelas figuras.

Beatriz Ferreira (11º41)

Docente| Paula Barradas

Comentário escrito sobre a peça de teatro: “ Quebradora de silêncios”

A peça “quebradora de silêncios” foi interessante, mas não a melhor peça que já vi até aos dias de hoje. Remete-nos para o pensamento, para a descoberta do diálogo, e para um novo começo. De uma tela branca, de uma vassoura enfeitada podemos criar ou recriar outro mundo, podemos ter acesso ao mundo da imaginação fruto da nossa criatividade. Ao longo do tempo fomos perdendo o que há de mais valor, a criatividade e a simplicidade das coisas. Um começar não precisa de ser extravagante, apenas precisa de um começo. É necessário quebrar o silêncio e a indiferença que separa atualmente as pessoas de uma sociedade. Tal como na peça demonstrado, o diálogo era uma forma de transmitir conhecimento e aprender com o mesmo. É importante dar e acima de tudo receber.

Andreia Sousa (11º9)

Docente| Paula Barradas

 

Amor em FREI LUÍS DE SOUSA

No livro Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, podemos observar em diversas passagens o amor nutrido entre algumas personagens, nomeadamente entre D. Madalena e D. Manuel.

Na sociedade atual, tal já não acontece. Cada vez menos as pessoas sentem amor e carinho pelo próximo. Assim, podemos dizer que estamos um pouco deprimidos. As pessoas sentem a necessidade de amar e de se sentir amadas. Por exemplo, no amor entre casais jovens e menos jovens, muitas vezes, o amor não é correspondido igualmente pelos dois. O homem pode amar mais a mulher ou vice-versa, acabando por não constituírem um casal feliz e viver um amor sólido.

Embora na sociedade atual não haja tanto amor para dar, podemos compensar esse amor que não recebemos dos amigos e da sociedade em geral com o amor que a nossa família nos dá. Amor esse tão ou mais importante que o amor dos amigos. A família, ao ser o nosso pilar e a nossa principal ajuda, o amor recebido por nós vindo dela influenciará a nossa vida futura. Por vezes, nós, jovens, não damos tanta atenção a conselhos e opiniões da nossa família e achamos que eles não nos amam, isso é uma ilusão que criamos na nossa imaginação. Por vezes, os conselhos que não ouvimos porque não gostamos são os que nos podem ajudar mais. A família e os pais fazem isso porque realmente nos amam. Por exemplo, os pais, ao dizerem-nos para não fazermos uma determinada coisa, muitas vezes, pensamos que eles estão a ser chatos por estarem sempre a dizer a mesma coisa, mas não. Eles amam-nos e fazem isso porque querem o nosso bem.

Em suma, o amor é um sentimento essencial para o Homem. Para sentir-se bem consigo próprio e com a sociedade em seu redor.

Rodrigo Carvalho Marques (11º11)

Docente| Paula Barradas

Texto da análise do retrato “Os Amantes”, de René Magritte

O quadro pintado por René Magritte, publicado em 1928, ao qual deu o nome “Os amantes”, pertence ao surrealismo.

Ao observar este belo quadro, os aspetos mais significativos são: os rostos que se encontram carinhosamente próximos e cobertos por panos brancos, a presença de três planos: o casal, o homem vestido com roupa clássica, camisa branca, fato e gravata pretos, e a mulher com um delicado vestido vermelho; a paisagem verdejante e o horizonte azulado com a existência de algumas nuvens. As cores que se destacam são o vermelho, o verde, o azul, o preto e , finalmente, o branco.

Este quadro transmite a ideia de um amor proibido, um amor cego, perturbado pelo preconceito social. Por detrás daqueles panos brancos, esconde-se a vergonha, o amor, o desconhecido. Apesar de se amarem profundamente, estão condenados por uma sociedade inflexível. Os trajes demonstram um estatuto social respeitado e, assim sendo, não se admitem falhas, imperfeições. Refugiam-se então no confiável campo que encobre uma relação proibida. As cores predominantes do plano principal simbolizam isso mesmo, o vermelho, o amor, a energia de lutarem por uma aceitação e o preto, que remete para o lado obscuro da relação, o mistério, o isolamento, a morte e a solidão. Por outro lado, o verde traz-nos a esperança do equilíbrio e da harmonia entre o universo e a existência deste afeto. Na verdade, este amor é puro, retratado pelo branco, e merece ser usufruído em tranquilidade. Apesar da intolerância deste afeto por parte das pessoas, vemos a proteção que o homem oferece à mulher visto que este a encobre com os robustos braços.

Tal como o amor demonstrado neste quadro, D. Madalena e Manuel de Sousa Coutinho, personagens de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, tinham o direito de nutrir e manter o seu relacionamento. Estes foram condenados pelas leis religiosas, o que os fez morrerem para a vida. Esta dificuldade em aceitar a divergência naquela altura fez com que se desse o aniquilamento de um saudável afeto, puro e, acima de tudo, livre de ambição.

Este quadro transporta-nos para uma dimensão estética, uma dimensão do belo, da sobrevivência do amor. Apesar da inquietação e das controvérsias, o que é verdadeiro consegue vencer. O interior é muito mais forte do que pensamos. Será que é necessário vermos para sentirmos?

Andreia de Sousa (11º9)

Docente| Paula Barradas

 

A importância do amor na vida das pessoas

Na obra Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, o amor é, de facto, um tema bem presente. Este sentimento modifica o comportamento das personagens ao longo da obra. O amor é um tema frequente dos debates sociais e também políticos, no quotidiano.

Efetivamente, o amor é de extrema importância para o desenvolvimento cerebral e cognitivo do indivíduo na sociedade. De facto, o sentimento amor é fundamental para a construção do «ser» e do Homem. Se o amor não for «desenvolvido» na infância, o indivíduo em questão irá sofrer e demonstrar comportamentos de um «animal». Exemplificando, com dados relativos a um estudo norte-americano, os homens que cresceram sem amor não conseguem transmitir emoções e sentimentos com facilidade ou com a devida normalidade.

Deste modo, podemos destacar o amor maternal. Na minha opinião, é de extrema importância este tipo de amor. O amor maternal é o «pilar» do indivíduo e da educação. A vida em sociedade e os valores essenciais são transmitidos pelo amor da mãe. Como por exemplo, o «amor de mãe» foi fundamental para a construção de grandes homens (Bill Gates, Picasso e Dwayne Johnson).

Em conclusão, a atualidade de Frei Luís de Sousa é inegável uma vez que o amor continua presente no nosso quotidiano. É necessário seguir os nossos sentimentos e emoções e acreditar no amor.

 Pedro Câmara (11º40)

Docente| Paula Barradas