VII – XV

VII. O FIM DE UM LIVRO – Quem for pela Rua da Carreira fora, à esquina da Rua de S. Francisco, quase à porta da Panmol , dará com uma estátua em bronze de corpo inteiro. Trata-se do escritor Júlio Dinis, da autoria de Ricardo Velosa. Do outro lado da rua, no nº 90, uma placa indica que ele ali viveu temporariamente, quando esteve na Madeira para tratar dos pulmões. Nessa casa escreveu o romance Os fidalgos da Casa Mourisca.

VIII. O ADIVINHO – Em Sumatra, alguém quer doutorar-se em adivinho. O bruxo examinador pergunta-lhe se será reprovado ou se passará. O candidato responde que será reprovado. – Jorge Luis Borges (escritor argentino)

IX. EMPREGADO DE ESCRITÓRIO – Em janeiro de 2010, a editora Assírio e Alvim publicou um livro do poeta e ensaísta João Rui de Sousa (em 2ª edição, revista e aumentada), mostrando-nos uma faceta muito interessante de alguém muito importante da nossa Literatura – Fernando Pessoa, empregado de escritório. É que temos de nos lembrar que um dos nossos génios tinha de trabalhar intensamente para poder construir a sua poderosa obra, ainda hoje não conhecida nem estudada na sua totalidade.

X. O REVÓLVER DE CAMILO – É curioso que nas vitrinas da Casa de Camilo, em S, Miguel de Seide (Vila Nova de Famalicão), entre os objetos pertencentes ao autor de Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco, é mostrado um revolver. Muita gente julga que foi com essa arma que o escritor se suicidou a 1 de junho de 1890. Na verdade, o revólver do suicídio encontra-se guardado no cofre grande da Ordem da Lapa, no Porto. Foi doado, entre outros objetos de interesse camiliano por um amigo do escritor, Freitas Fortuna. Apenas uma vez esteve exposto.

XI. DOIS PECADOS – Há dois pecados humanos capitais dos quais derivam todos os outros: a impaciência e a preguiça. Por causa da impaciência fomos expulsos do Paraíso. Por causa da preguiça não regressamos lá. – Franz Kafka (escritor checo)

XII. PESSOA E A COCA-COLA – Sabia que foi Fernando Pessoa, na sua atividade de publicitário, o autor de um slogan de propaganda da Coca-cola em Portugal? Dizia assim: “Primeiro estranha-se, depois estranha-se.” Ora, ao que parece, devido a esta frase, as autoridades sanitárias apreenderam e inutilizaram o produto e só depois do 25 de Abril é que ele foi comercializado em Portugal!

XIII. LIVROS – Acontece com os livros o mesmo que com os homens: um número muito reduzido tem grande importância; os demais andam confundidos entre a multidão.– Voltaire (escritor francês)

XIV. O MELHOR DA POESIA PORTUGUESA – Para o grande poeta Eugénio de Andrade, que é também um excelente leitor de versos, o seu gosto está reunido na Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa. A não perder. A 1º ed. desta obra saiu em 1999 na extinta editora Campo das Letras. Desde a poesia medieval ao nosso contemporâneo Ruy Belo. Poderá ser encontrada na Biblioteca Regional da Madeira, por exemplo.

XV. DESTRUIÇÃO DE LIVROS – Por razões acidentais e por razões de censura, milhões de livros têm sido destruídos ao longo dos séculos. Pela água, pelo fogo, pela guilhotina. O escritor venezuelano Fernando Báez escreveu a História Universal da Destruição dos Livros, publicada em Portugal pela Editora Texto. O filósofo Noam Chomsky não teve dúvidas em considerá-lo impressionante e a melhor obra sobre o tema.

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